domingo, setembro 30, 2007

Little Miss Sunshine

Sem dúvida que, um dos melhores dos últimos tempos.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Porque sim!

domingo, setembro 02, 2007

Livros


E já que estou numa de cultura, os livros que mais gostei...

1. A Identidade - Milan Kundera
2. Ensaio Sobre a Cegueira - José Saramago
3. As Vinhas da Ira - John Steinbeck
4. A Pérola - John Steinbeck
5. A Um Deus Desconhecido - John Steinbeck
6. A Metamorfose - Franz Kafka
7. O Velho e o Mar - Ernest Hemingway
8. A Vida e o Tempo de Michael K. - J. M. Coetzee
9. O Perfume - Patrick Suskind

segunda-feira, agosto 13, 2007

Cinema



Rodrigo Leão inspirou-se nas seguintes obras cinematografias para a composição do seu álbum “Cinema”:

01. Cinema
02. Rosa
03. Lonely Carousel
04. A comédia de Deus
05. Jeux D’amour
06. Memórias
07. A Cidade Queimada
08. Deep Blue
09. Uma história simples
10. Hapiness
11. O Último Adeus
12. La Fête
13. A Estrada
14. L’inspecteur
15. António


O alinhamento do meu álbum seria composto pelos filmes que mais me têm emocionado e tocado ao longo da minha existência. Confesso, que o impacto que estes têm sobre mim, depende muito da minha sensibilidade naquele específico momento. A escolha foi difícil:

01. Cinema Paradiso
02. Le Fabuleux Destin D’Amélie Poulain
03. Lost in Translation
04. Primavera, Verão, Outono, Inverno… E Primavera
05. The Shawshank Redemption
06. Cidade de Deus
07. Out of Africa
08. One Flew Over the Cuckoo’s Nest
09. The Elephant Man
10. The English Patient
11. American Beauty
12. Hable com ella
13. Mar Adentro
14. Dancer in the Dark
15. Babel

quarta-feira, agosto 08, 2007

A minha Nuvem

O Principezinho partiu. Tu reduziste-te à contemplação das estrelas durante as límpidas noites e sussurro do seu brilho. A tua história, por momentos, fez-me recordar, com saudades, a minha nuvem. Conhecemo-nos na praia, não poderia ter sido noutro local, bem sabes que é onde eu pertenço, é a minha casa. Conversámos, viajámos e partilhámos os nossos segredos. A nossa ligação afectiva foi de tal forma que, por momentos, pensei que éramos uma só entidade.A entrega foi total, mas quando a minha nuvem partiu fiquei desolada e senti-me triste, parecia que um pedaço de mim também tinha sido levada por aquela brisa salgada.
Mais tarde, nem os teus braços consoladores me confortaram.
Em mim, restou apenas o sabor a sal num local desconhecido.


sexta-feira, agosto 03, 2007

"Desinspirado"

Procuro uma pessoa sem inspiração. Uma pessoa sem ideias. Que erre caminhante entre o Chiado à Baixa Pombalina, sem que um único pensamento lhe passe pela alma.

quarta-feira, agosto 01, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

O Principezinho


" - Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu caço galinhas e os homens caçam-me a mim. As galinhas são todas parecidas umas com as outras e os homens são todos parecidos uns com os outros. Por isso, às vezes, aborreço-me muito. Mas, se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante? Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo..."

in O Principezinho de Antoine De Saint-Exupéry

segunda-feira, julho 16, 2007

sweet lips


Os teus lábios envolveram a minha noite e o teu hálito sussurrou-me doces palavras de encantar. Acordei com saudades tuas.

domingo, julho 15, 2007

Concerto dos Arcade Fire



Para os que, tal como eu, não tiveram a oportunidade de se deslocar ao Parque Tejo no passado dia 3 de Julho para ver os Arcade Fire, encontram-se disponibilizados alguns momentos do concerto no seguinte blog:

http://youcloseyoureyes.blogspot.com/

(obrigada Tiago)

sábado, junho 30, 2007

Route 66 / Estrada 66

Mais um autor que relata as aventuras da Route 66, desta vez John Steinbeck em As Vinhas da Ira. (livro publicado em 1939):


" A estrada 66 é a rota principal das populações em êxodo. A estrada 66 - a longa faixa de cimento que corta as terras, ondulando para cima e para baixo, no mapa, de Mississipi a Bakersfield - atravessa as terras vermelhas e as terras pardas, galga as elevações, cruza as Montanhas Rochosas, penetra no luminoso e terrificante deserto e, cruzando este, torna a entrar nas regiões montanhosas até alcançar os férteis vales da Califórnia.
A 66 é o caminho de um povo em fuga, a estrada dos refugiados das terras da poeira e do pavor, do trovejar dos tractores, dos proprietários assustados com a invasão lenta do deserto pelas bandas do norte e com os ventos que vêm ululando aos remoinhos do lado do Texas, com as inundações que não traziam benefícios às terras e ainda acabavam com o pouco de bom que ainda possuíam. De tudo isso os homens fugiam e encontravam-se na estrada 66, vindos dos caminhos tributários e das estradas sulcadas de calhas e de marcas fundas de rodas, que cortavam todo o interior. A 66 é a estrada-mãe, a estrada do êxodo. "

quinta-feira, junho 28, 2007

E assim passa mais um dia...



A noite finaliza da mesma forma que a tarde inicia. Talvez um pouco mais nostálgica...

segunda-feira, junho 25, 2007

Crónica do Pássaro de Corda










Toru Okada, eu procurava-te diariamente pois também me sentia um pouco perdida. Identifiquei-me contigo e, talvez por isso me sentisse tão perto de ti. Parecia que a nossa distância, apesar das vivências e mundos tão dissemelhantes, não tinham qualquer importância naquela altura pois, bem sei que a ambos pertenciam o mesmo tipo de problemas e que suscitavam os mesmos sentimentos.

Também eu saí de casa em busca do que não tinha, também eu falei com estranhos e acreditei neles pois, pensei que me traziam o meu futuro. Também eu me iludi e desiludi com a vida e deixei de conseguir distinguir entre o real e o ilusório.

E os meus Pássaros de Corda também me vinham visitar todas as manhãs…


sexta-feira, junho 22, 2007

Sexta-feira à noite


"Sexta-feira à noite
os homens acariciam o clitóris das esposas
com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro papéis documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
os homens penetram suas esposas
com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram seu destino
e sonham com o príncipe encantado."

Marina Colasanti

sábado, junho 16, 2007

with you


"With you I felt love
With you I felt the pain
With you I was me
And a bit of you too

Inhaling and being inhaled
In an all or nothing situation

If I tried to say no
My heart said yes
If I tried to disguise it in my voice
My eyes gave me away

And so we became one
In a mad love of so no limits

Had to let"
My love go
To let it go



...recordando os sons do final da minha adolescência, magicamente ritmados e sonoramente doces, os quais têm perdurado ao longo dos anos e que ainda me conseguem deixar em êxtase...

quinta-feira, junho 07, 2007

A culpa



Lembro-me em tempos, ainda em Lisboa e num dos dias do ano em que o sol pouco ou nada aquece, quando os meus dias pareciam demasiadamente longos e as noites friamente curtas, sentir-me culpada por algo que parecia não querer abandonar os meus pensamentos.
Recordo que corri para ele ou talvez não, mas é assim que o evoco. Eu sabia que, eventualmente e mais cedo ou mais tarde, acabaria por desabafar o assunto com ele. Sentei-me cabisbaixa e com o decorrer da conversa fui confessando o sucedido. Ele escutava-me atenciosamente. Por fim, após este desabafo, que não teimava em abandonar os meus pensamentos e pelo qual eu me sentia infinitamente culpada, esperei o seu juízo final e pelas suas palavras recriminatórias.
Ele nada disse. Eu perguntei se ele não iria criticar as minhas acções. Ele respondeu que não, porque não era a entidade divina e errar era humano. Depois, olhou para mim e concluiu que a culpa que eu carregava sobre mim já era mais que suficiente e que seria cruel ele ser mais um a sufocar-me.


sábado, junho 02, 2007

wasting time


"i dont pretend to know what you know
now please dont pretend to know whats on my mind
if we already knew everything that everybody knows
we would have nothing to learn tonight
and we would have nothing to show tonight

but everybody thinks that everybody knows
about everybody else but nobody knows
anything about themselves,
because theyre all worried about everybody else"

Jack Johnson

domingo, maio 27, 2007

Hapiness

My Sugarcubes!

terça-feira, maio 22, 2007

Sim, sou. Sou.


Sim, sou. Sou.
Ao que eu te respondo, é tão difícil escrever, é tão difícil ser…
E tu dizes, a última vez que escrevi, fiquei-me pelas duas linhas.
Bem, eu não questiono que linhas são essas, afinal de contas o meu egocentrismo não está para aturar esse tipo de coisas neste momento.
Ele achou demasiado complicado. Mas o quê? Questiono-me, no entanto não consigo perguntar. A conversa continua e o meu egocentrismo envolve-me de forma puramente egoísta.
Eu falho-lhe do sal, daquele que me escorre por instantes pelo meu rosto.
Ele questiona-me sobre esse sal mas eu dou uma resposta evasiva, porque não o posso fazer de outra forma, é-me demasiadamente pessoal.
Despeço-me dele. Vejo o xadrez e desligo-me do mundo.


segunda-feira, maio 21, 2007

A envolvência do teu mar


O aquário, o aquário, era exactamente aquele aquário, aquele que eu já me tinha afogado várias vezes e no qual, incognitamente e naquela dimensão estranha, acabava sempre por vir ao de cima, talvez morta. Espera – não, não, eu ainda conseguia respirar.
Respirar, era exactamente isso que eu precisava.
Respirar como da primeira vez que vim ao mundo, inspirar o ar e à minha volta e ainda na água, mas não foi sempre assim? A água que me envolveu e me deu o conforto que eu mais precisava. Hoje é tudo tão diferente! Eles deixam-me perder o folgo.
Naquele dia de Verão, eu sentia a água. Tu não te preocupavas, porque conhecias o teu infimamente profundo, e eu lá estava à espera de mais. Eu ouvia-as e sentia-as e tu vibravas com todas elas e juntas vivíamos aquela emoção, que nunca mais me pertenceu. Talvez aconteça quando a outra dimensão nos contemplar, ou talvez não. Serão os nossos pecados demasiado nefastos que não nos deixarão chegar ao fim do mundo?
No fundo, naquele que eu senti conhecer mas na realidade não conheci, contemplando tudo aquilo que perdi durante a tua e a minha ausência e, talvez seja isso que, no final, eu reconheça que me faltou. Abraço-te envolventemente e de forma carinhosa, respiro, sinto aquele cheio da tua brisa, aquela que me faz sentir saudades e sussurro ao teu ouvido, “sempre estive aqui, mesmo quanto tu não me conhecias”…